Não pode!
Quinta-feira, Novembro 12, 2009 Postado por Marcos Gois
Essa, talvez, é a palavra que a gente mais ouve e mais fala (ao menos deve estar no top10).
Não pode isso, não pode aqui. Não pode, não pode, não pode!
Não pode usar camisinha (o católico), não pode transar (a menina pura), não pode correr (a criança), não pode voar (motorista). É tanto "naopode" que ao que parece, a expressão tem perdido mais força a cada dia.
Parece que o "nãopode" virou pretexto para fazermos algo. Quando alguém proíbe, fica mais delícia, fica mais tentador.
Toda vez que saio mais tarde do trabalho, sempre tem algum carro trancando a minha saída. Estacionar em fila dupla já é sabido que não pode, trancando o irmãozinho da igreja (ixi, só piora a situação). Eu ainda vou fazer um cartaz com os dizeres: "Não pode trancar a saída do carro do irmãozinho, não pode!" Quem sabe assim surta algum efeito. Porque, na verdade, a gente acha que essa ordem é efêmera.
Quando a nossa mãe diz que a gente não pode subir em uma árvore, a gente pensa que esse mandamento só vale enquanto ela está presente, e basta ela virar as costas para a gente ir a forra.
Aqui na frente do prédio onde trabalho (prédio anexo à igreja) tem duas ambulantes disputando a preferência da clientela de doces, balas e chicletes. De tempos em tempo elas são removidas do perímetro de acesso à igreja, más é só a ordem esfriar um pouco que elas voltam aos seus lugares de origem.
Um dia eu até pensei em perguntar se elas não tinham vergonha na cara, mas ai olhei para mim mesmo e vi que sempre faço isso também. Mesmo não podendo, eu sempre acho uma desculpa ou simplesmente esqueço da ordenança e faço algo que não posso fazer.
É, não pode! Mas geralmente a gente faz assim mesmo.
Que Deus nos ajude a entender que quando não pode, não pode!
Não pode isso, não pode aqui. Não pode, não pode, não pode!
Não pode usar camisinha (o católico), não pode transar (a menina pura), não pode correr (a criança), não pode voar (motorista). É tanto "naopode" que ao que parece, a expressão tem perdido mais força a cada dia.
Parece que o "nãopode" virou pretexto para fazermos algo. Quando alguém proíbe, fica mais delícia, fica mais tentador.
Toda vez que saio mais tarde do trabalho, sempre tem algum carro trancando a minha saída. Estacionar em fila dupla já é sabido que não pode, trancando o irmãozinho da igreja (ixi, só piora a situação). Eu ainda vou fazer um cartaz com os dizeres: "Não pode trancar a saída do carro do irmãozinho, não pode!" Quem sabe assim surta algum efeito. Porque, na verdade, a gente acha que essa ordem é efêmera.
Quando a nossa mãe diz que a gente não pode subir em uma árvore, a gente pensa que esse mandamento só vale enquanto ela está presente, e basta ela virar as costas para a gente ir a forra.
Aqui na frente do prédio onde trabalho (prédio anexo à igreja) tem duas ambulantes disputando a preferência da clientela de doces, balas e chicletes. De tempos em tempo elas são removidas do perímetro de acesso à igreja, más é só a ordem esfriar um pouco que elas voltam aos seus lugares de origem.
Um dia eu até pensei em perguntar se elas não tinham vergonha na cara, mas ai olhei para mim mesmo e vi que sempre faço isso também. Mesmo não podendo, eu sempre acho uma desculpa ou simplesmente esqueço da ordenança e faço algo que não posso fazer.
É, não pode! Mas geralmente a gente faz assim mesmo.
Que Deus nos ajude a entender que quando não pode, não pode!



3:40 AM
Quando se diz não pode, ai fica mais gostoso. pq?